14
de
dezembro
2011 - Assunta Viola
Ano bonito, muito bonito. Agradeço aos amigos novos, aos amigos antigos, a todos com quem convivi este ano e os anteriores.
Ano bonito, muito bonito. Agradeço aos amigos novos, aos amigos antigos, a todos com quem convivi este ano e os anteriores.
Essa viagem foi idealizada pela prof. arq. Cecília Tavares e Amanda Franco. O arq. prof. Peter Monteiro e eu colaboramos com os pontos de arquitetura na cidade.
O que seria mais importante de destacar na urbanização de Curitiba é que o planejamento se atencipou ao crescimento. O entedimento do território físico para o crescimento da cidade, contando com as questões de saneamento e drenagem é um dos elementos de destaque. As áreas livres e públicas constituem-se em elementos essenciais ligados a implantação dos grandes equipamentos de infraestrutura urbana: mobilidade urbana, através do sistema público de transporte e do sistema viário exclusivo, as questões de drenagem, através dos parques que funcionam como verdadeiras bacias de retenção ao longo dos cursos d´água, a verticalização alta em eixo servidos pelos transportes publicos …. o espaço urbano é formado por esse planejamento infraestrutural ….
No que tange a arquitetura propriamente dita, aí verificamos uma certa fragilidade …… a arquitetura não tem grande força na composicao da paisagem urbana ….. o desenho urbano desenha a cidade.
Do ponto de vista didático, essa compreensão é absolutamente fundamental. Haverá uma exposição dos relatorios de visitas dos alunos a partir do dia 24 de outubro, na FMU da Vila Mariana (rua Lins de Vasconcelos, em frente ao metrô Vila Mariana).
Vale a pena ver!
Ninguém fala em arquitetura italiana quando fala de Renzo Piano … nem de arquitetura inglesa quando fala de Richard Rogers … nem de arquitetura japonesa quando fala de Tadao Ando ….. nem de arquitetura americana quando fala de Wright, Gehry, ou Eisenman …. ou arquitetura Francesa quando fala em Le Corbusier!
… por que se fala tanto em arquitetura brasileira, como se o Brasil fosse uma ilha a parte (para o bem e para o mal)? Gostaria de entender!
O que deveria ser apenas natural é o que, hoje em dia, custa mais esforço. Veja o caso da confiança, seria natural confiar nos semelhantes, mas na prática isso é algo que requer atrevimento e presença de espírito.
Chicago impressiona. Em 1871, parte da cidade foi destruída por um incêndio e reconstruída nas décadas seguintes. Cidade que surgiu como entreposto comercial e mais tarde se industrializou a semelhança com São Paulo, teve, no evento do incêndio, a possibilidade de se reconstruir por completo – ao menos uma boa parte dela. E nasce aí – da necessidade de reconstrução e de crescimento, aliado a acumulação de capital que a indústria possibilitou – o fértil campo onde uma nova arquitetura começava a se desenvolver. A Escola de Chicago, que nasceu para a reconstrução e continua a se desenvolver com uma linguagem muito própria.
Mas o que mais chamou minha atenção foi a inteligência da cidade. A Arquitetura não se encontra nunca isolada de seu contexto urbano, ou seja, o projeto do edifício não se desevolve isolado da cidade. Talvez pela forte corrente migratória de origem européia, que foi atraída pela industrialização, destaca-se na cidade, apesar da grande quantidade de arranha-céus, uma coerência
Vista do rio Chicago a partir da Willis Tower
Espaço público e sistema viário nas margens do rio Chicago
dos espaços livres e no nível do pedestre, públicos e privados, que emociona, e que me remete às grandes cidades européias, onde a presença do urbanismo enquanto projeto organiza de forma fluida a dinâmica urbana .
É uma cidade, que de longe, parece plana, vista do Willis Tower, por exemplo. avenidas com suas largas calçadas lotadas de carros, pontes que se abrem para a passagem de barcos, as largas calçada que abrigam milhares de tanseutes.
Millenium Park – espaços públicos
Calçadão às margens do rio Chicago
A partir do lago Michigan em direção ao rio Mississipi. Não se vêem os desníveis, ladeiras, morros … tudo parece
Marina Tower, IBM e Trump Hotels
JAY Pritzer Pavillion – Frank O´Gery
plano: os rios navegáveis, as incontáveis linhas de trem, o metrô, o metrô de superfície, as ciclovias, eclusas que controlam o nível da água onde o rio Chicago desagua no lago Michigan, barcos parados em marinas …..
A complexidade espacial é tanta que foi difícil fotografar. Há situações que uma única imagem foi incapaz de registrar a riqueza das intervenções e a coerência dos resultados.
Ainda com atividade industrial, acrescida de comércio intenso, educação universitária, serviços, turismo e residência, Chicago parece não entrar em colapso.
Os edifícios que hoje são ícones na cidade se relacionam com ela seja por terra, através de seus acessos no nível do pedestre, seja por ar, como referências verticais na cidade ‘plana’. Ainda que com vários edifícios altos, é possível um distanciamento suficiente para que os edifícios possam ser observados.
Chicago Federal Center – arq. Mies Van der Rohe
Flamingo – escultura de Alexander Calder
Lake Shore Drive Apartments - arq. Mies Van der Rohe
Pontes e espaços públicos - rio Chicago
O arquiteto de Chicago. Paul Alt conta que a cidade tem cerca de 10% de suas residências (com 300 mil moradores) construídas pelo Estado, localizadas em conjuntos habitacionais, onde blocos de apartamentos são implantados em grandes jardins, sem a mínima. definição de uso, afastados da downtown, afastados dos subúrbios da classe média. Não foi possível visitar nenhum desses conjuntos, e segundo o arquiteto, em meados do séc. XX, Frank Lloyd Wright alertou que esse modelo não funcionaria. Concentram-se as populações negras e pobres, onde aparecem os maiores índices de pobreza e violência, que atinge principalmente crianças e adolescentes.
Solucionar o déficit habitacional não reduziu nem a violência nem a criminalidade, segundo Alt, como mostra em dois artigos, um publicado na Architectural Reserch
Art Institute – Renzo Piano
Cloud Gate – Anish Kapoor
Quarterly (vol 3, num 4, 1999) e outro publicado no New York Times, em abril de 1996.
E concluindo, mesmo que não tenha sido foco da visita, a presença das contradições sociais deixa claro que essas contradições não são exclusividade brasileira, e essa é uma das razões pelas quais devemos nos debruçar com inteligência na solução dos nossos problemas urbanos. Nem Chicago, com todos os recursos financeiros e equipes de projetos que historicamente vem intervindo no espaço urbano, influenciado arquitetos de todo o mundo nas últimas décadas, resolveu seus problemas como um todo. A responsabilidade da Arquitura e do Urbanismo continua sendo grande – e urgente!
Artigo de Paul Alt – New Uork Times - 1996
Texto e fotos: Assunta Viola
Fotografias feitas por Eduardo Castello para a Revista Construir em 2005.
Construir Ed. 86
http://loja.casadois.com.br/c2/vitrines/detalhes/Detalhe1545.asp
Sabe, vc ser diferente de um grupo é normal, ser ET. Claro que teria problemas em se adaptar, se acosturmar … mas de alguma forma, tendo que conviver com as diferenças, você faz o que é possível. ok!
Agora, o que é um saco é você ser agredida porque não é o que todos são … quando você é humilhada o tempo todo … quando querem te convenser que você não sabe nada, que você tem que provar o tempo todo que sabe fazer as coisas, quando é óbvio que sabe e só querem que você faça o que ninguém consegiu fazer nos últimos 20 anos, embora sua vida anterior diga exatamente o contrário …. e quando você só quer ficar o tempo necessário trabalhando nesse lugar, e ir tomar conta da sua vida sem atrapalhar ninguém!!!!!
Isso cansa, cansa, cansa e lamento que seres humanos com idade que varia de 40 a 70 anos, pessoas adultas e que deveriam ser no mínimo seguras dos cargos que ocupam, tenham que se comportar assim …. realmente cansa, e me entristece o tamanho da pequinez …
… e eu só continuo querendo resolver a minha vida pessoal, que é a única coisa que realmente me interessa, sem que eu nunca tivesse prejudicado absolutamente ninguém!
Poxa, que canseira!!!!!
Assunta Viola